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Netflix demite 1.000 funcionários em maior corte desde 2022

Redução atinge áreas de produto, tecnologia, jurídico e RH. Empresa cita foco estratégico. Netflix demite 1.000 funcionários em maior corte desde 2022

Tecnoblog · há cerca de 3 horas

Netflix demite 1.000 funcionários em maior corte desde 2022

A Netflix demite cerca de 1.000 funcionários, equivalente a 6% da sua força de trabalho global, principalmente das equipes de produto, tecnologia, jurídico e RH.

A empresa justifica as demissões como parte de uma estratégia para concentrar recursos em áreas com maior potencial de crescimento e investimento em áreas de alto impacto.

A Netflix registrou receita de US$ 12,56 bilhões e lucro líquido de US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, mas enfrenta desafios em diversificar fontes de receita e aumentar o engajamento dos usuários.

A Netflix iniciou uma rodada de demissões que deve atingir 6% da força de trabalho global da empresa, o equivalente a cerca de 1.000 funcionários. O corte é o maior realizado pela empresa desde 2022, quando dispensou cerca de 450 profissionais.

Os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters comunicaram a decisão aos trabalhadores através de um memorando enviado por e-mail nesta quarta-feira (14/10). A mensagem justifica a decisão como parte de uma estratégia para concentrar recursos nas áreas com maior potencial de crescimento.

“Continuaremos a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar nosso serviço e impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação”, diz um trecho do e-mail, visualizado pela Variety. As demissões atingirão principalmente as equipes de desenvolvimento de produto, tecnologia, departamento jurídico e recursos humanos.

Netflix tenta diversificar fontes de receita

Apesar dos cortes e da queda nas ações, a empresa registrou uma receita de US$ 12,56 bilhões (cerca de R$ 63,6 bilhões) e lucro líquido de US$ 3,4 bilhões (R$ 17,1 bilhões) apenas no segundo trimestre de 2026. A previsão da empresa é faturar cerca de US$ 51 bilhões neste ano, o que representaria um crescimento de 13% em relação ao ano passado.

Além da receita maior, a empresa também registrou alta nas horas de visualização na plataforma no primeiro semestre: 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado. O problema estaria, portanto, na capacidade da empresa em crescer e transformar a audiência em novas receitas.

Para Ross Benes, analista sênior da consultoria eMarketer ouvido pela Reuters, a Netflix ainda não conseguiu estabelecer uma segunda fonte de receita com dimensão semelhante à das assinaturas. “Eles precisarão de outra fonte de renda para diversificar, e é aí que tem sido mais uma luta.”

Streamings e TikTok ameaçam engajamento

Um dos principais pontos de atenção é o engajamento, isto é, o tempo que o público dedica ao conteúdo da plataforma.

O serviço tem sido pressionado tanto pelos concorrentes diretos — os streamings de grandes conglomerados de mídia, como o Disney+ e HBO Max —, quanto por plataformas de vídeo como YouTube e Tiktok, em que os próprios usuários produzem vídeos gratuitos e já começam a popularizar novos formatos, como as séries verticais.

Outro episódio que alimentou questionamento sobre os próximos passos da empresa foi a tentativa de comprar os estúdios da Warner Bros. Discovery. Em fevereiro, a Netflix decidiu sair do negócio após uma proposta superior da Skydance.

As ações da empresa acumulavam queda de aproximadamente 25% em 2026 até esta quarta-feira, segundo a Reuters, apesar de terem registrado uma leve alta após o anúncio das demissões.

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Fonte: Tecnoblog