As ações do Magazine Luiza (MGLU3) se destacaram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (13) volta do feriado, mesmo após a recomendação ter sido elevada para compra pelo Itaú BBA, que destacou que “as estrelas estão se alinhando” para a varejista. Os papéis MGLU3 caíram 7,04%, a R$ 11,36.
O movimento ocorre em um movimento de “embolso” de lucros após o salto de mais de 60% de MGLU3 na semana passada e também com a alta dos juros futuros.
As taxas dos DIs fecharam a terça-feira pós-feriado com altas firmes, acima dos 20 pontos-base em vários vencimentos, após novos dados da corrida presidencial indicarem empate técnico no segundo turno. A alta dos juros futuros acaba afetando as ações do setor de varejo e consumo, principalmente as mais alavancadas.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,7%, com alta de 17 pontos-base ante o ajuste de 12,528% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,57%, com elevação de 23 pontos-base ante 12,345%.
Pesquisa PoderData/AYA mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 51% das intenções de votos válidos no segundo turno da eleição presidencial e o presidente Lula(PT) com 49%, tecnicamente empatados, mas a diferença caiu de 6 para 2 pontos porcentuais. Já pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 48% das intenções de voto e o presidente Lula (PT), com 45%, em empate técnico.
MGLU3: “estrelas se alinham” para o Magazine Luiza e Itaú BBA eleva ações para compra
Com os juros em trajetória de baixa e maior confiança de que esse movimento será duradouro, o banco revisou suas projeções para um cenário de normalização, considerando juros reais próximos de 6%
Cabe ressaltar que o Magalu aparece como um dos cases mais sensíveis a alta de juros e viu suas ações subirem mais de 60% na semana passada em meio ao rali eleitoral.
Outras ações que são impactadas negativamente pela alta de juros registraram baixa nesta terça: Vamos (VAMO3), C&A (CEAB3), Localiza (RENT3, que teve recomendação rebaixada pelo JPMorgan), Assaí (ASAI3), entre outras, registraram baixa superior a 4%.
“A expectativa de juros menores favorece essas empresas porque pode reduzir despesas financeiras e estimular compras parceladas. A construção acompanha essa lógica pelo financiamento imobiliário. Mas o IPCA de 0,82%, acima dos 0,76% esperados, exige cautela com os cortes da Selic. Nos próximos pregões, pesquisas e cenário externo continuarão influenciando os preços; nos próximos meses, a continuidade dos ganhos dependerá de vendas, margens e geração de caixa confirmarem a recuperação antecipada pelas ações”, avalia Antônio Patrus, CEO da Bossa Invest.
