A Ero Copper divulgou em 2 de novembro os resultados do terceiro trimestre de 2026. A produção de cobre em concentrado foi de 18.345 toneladas, alta de 6% sobre o segundo trimestre e de cerca de 10% sobre um ano antes. Caraíba (BA) produziu 9.387 toneladas, 12% a mais que no trimestre anterior. Tucumã (PA) somou 8.958 toneladas, estáveis no trimestre e 18% acima do terceiro trimestre de 2025.
Em Tucumã, a usina processou 14% mais minério, e os filtros modulares de rejeitos seguem no cronograma para operar no quarto trimestre.
No ouro, Xavantina (MT) produziu 25.258 onças, 23% acima do segundo trimestre, com recorde de 17.414 onças recuperadas de estoques históricos, a custo C1 de US$ 621 por onça. A lavra somou 7.844 onças, com prioridade ao desenvolvimento subterrâneo, que deve elevar ritmo e teores nos próximos trimestres.
A receita foi de US$ 348 milhões, quase o dobro de um ano antes. O Ebitda ajustado, de US$ 201 milhões, é o maior da história e 39% superior ao do segundo trimestre. O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 116 milhões (US$ 1,10 por ação diluída).
Com o caixa, a dívida líquida caiu cerca de US$ 100 milhões no trimestre, para US$ 353,5 milhões. A relação com o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses melhorou para 0,5 vez, contra 1,2 vez em dezembro de 2025.
Para 2026, a Ero manteve a projeção de cobre entre 67.500 e 77.500 toneladas, com o quarto trimestre como o mais forte. O custo C1 foi atualizado para US$ 2,25 a US$ 2,45 por libra, por causa do real mais forte, da inflação ligada ao conflito entre Estados Unidos e Irã e do acesso mais tardio ao minério de maior teor da cava Surubim. Com os ganhos de US$ 30 milhões do hedge cambial, o intervalo é de US$ 2,10 a US$ 2,30, em linha com o original. O investimento segue entre US$ 285 e US$ 330 milhões. Em Xavantina, a projeção é de 75 mil a 80 mil onças de ouro.
No projeto Furnas (cobre e ouro), em Carajás (PA), a Ero concluiu a terceira fase de perfuração, com 45 mil metros, mais de dois anos antes do previsto. A etapa cumpre a exploração do acordo com a Vale Base Metals, pelo qual a Ero pode chegar a 60% do projeto. O estudo de pré-viabilidade está previsto para 2027.
