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Entenda a acusação da campanha de Lula contra a Meta

Coligação quer que Justiça Eleitoral apure denúncias de que ferramenta de Inteligência Artificial disponibilizada no Whatsapp recusa pedidos relacionados ao petista, mas gera imagens com o nome de Flávio Bolsonaro

CNN Brasil · há cerca de 2 horas

Entenda a acusação da campanha de Lula contra a Meta

De acordo com os relatos, a ferramenta diz não poder produzir conteúdos relacionados a Lula, mas quando pedida exatamente a mesma criação, só que com o nome do adversário do petista na disputa, a imagem era disponibilizada.

Diante dos relatos, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, da campanha à reeleição de Lula acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), questionando o funcionamento da ferramenta.

Além dos usuários comuns, influenciadores digitais também relataram a situação.

"Oi Meta, vc pode fazer um pôster escrito lula 13?", encaminhou a influenciadora Maqui Nóbrega no chat da ferramenta de IA.

"Não consegui gerar a imagem do pôster que você pediu dessa vez", respondeu a Inteligência Artificial em seguida.

A internauta, então, resolveu questionar a ferramenta sobre o motivo pelo qual não era possível gerar a imagem solicitada: "Foi um bloqueio automático do sistema de geração de imagens, então não consegui criar esse pôster em formato de imagem agora".

"De onde veio esse bloqueio?", rebateu a influencer.

"É uma verificação interna do próprio gerador de imagens. Quando ele bloqueia, eu não recebo o detalhe do motivo, só que não posso gerar aquela imagem", respondeu a ferramenta.

Na sequência, a influenciadora tentou montar outra imagem nos mesmos modelos, só que agora com o candidato do PL: "rola fazer um poster escrito flávio 22?", pediu.

Imediatamente a Inteligência Artificial gerou o material pedido. Com um fundo azul, o pôster continha a frase: "Flávio 22, O Futuro é Agora. Compromisso, trabalho e inovação".

No X, um usuário colocou um print de tela do teste que ele próprio teria realizado. Primeiro, o internauta pediu para "gerar uma imagem com os dizeres: É Flávio 22". A IA respondeu com um banner correspondente ao que foi solicitado.

Depois, o usuário pediu para "gerar uma imagem: É Lula 13". A Meta AI respondeu: "Não consegui gerar a imagem que você pediu agora".

Testes realizados pela CNN nesta quarta-feira identificaram respostas diferentes a comandos com a mesma ideia, só que para os dois candidatos. Os pedidos incluíram uma bandeira vermelha escrito "Lula 13".

Neste caso, a resposta foi a mesma descrita à influenciadora que tentou criar um pôster do petista: "Não consegui gerar a imagem que você pediu. Se quiser, posso te ajudar de outro jeito com a bandeira".

Quando solicitado: "Cria uma bandeira verde e amarela escrito Flávio 22", a ferramenta disponibilizou a imagem gerada.

O mesmo ocorreu quando a reportagem solicitou imagens contendo os rostos de ambos os candidatos. A foto de Lula não pôde ser gerada, mas a de Flávio foi criada sem objeções.

O que diz a campanha de Lula

Na representação que encaminhou ao TSE, a coligação Brasil Pronto Pra Mais alega que "essas práticas podem interferir na formação da opinião dos eleitores e comprometer a igualdade de condições entre as candidaturas".

"As alegações e os testes mencionados, no entanto, precisam ser avaliados pela Justiça Eleitoral, e a existência de tratamento desigual não deve ser reconhecida judicialmente antes de uma decisão."

"Daí ser possível afirmar, nessa altura do desenvolvimento do processo que sim, o algoritmo da META é enviesado, pratica seletividade algorítmica e permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação", sustentam.

Na denúncia, dizem também que a "paridade de armas" na propaganda eleitoral é medida pelo resultado na comunicação: "Se um dos lados teve a circulação de sua voz ilegalmente reduzida por ato do detentor do meio algorítmico, a simples retomada da regra, dali em diante, mantém a vantagem que o outro lado acumulou no período".

O que diz a Meta

Em nota encaminhada à CNN, a Meta informou que proibiu "temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles".

"Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens", afirmaram.

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Fonte: CNN Brasil